O senador e presidente da Comissão Especial do Senado que julga o processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), Raimundo Lira (PMDB), afirmou que é possível que ele tente uma reeleição para o Senado Federal nas eleições de 2018. Ele, que foi eleito como suplente e assumiu o cargo após a renúncia de Vital do Rêgo, disse que dependerá da avaliação que a opinião pública fizer de seu mandato ao final deste período de mandato, iniciado no ano passado, para se definir sobre sua possível candidatura.
“Existe uma questão muito importante que temos que levar em consideração antes de pensar nos nomes das pessoas, que se chama opinião pública paraibana, eleitorado paraibano. Se em 2018 esse eleitorado, esta opinião publica achar que eu desempenhei o trabalho como senador com honra, com dignidade e que como representante eu fiz um bom trabalho, então sem a menor dúvida, sem a menor hesitação eu pleitearei uma reeleição no Senado Federal”, disse.
E continuou: “Agora o primeiro julgamento, o primeiro sinal verde será da opinião pública paraibana. Eu vou continuar trabalhando aqui no Senado, com coração, dando a alma, o espírito, minha energia total para cumprir este papel e mostrar, fazer um esforço para honrar e dignificar o nome da Paraíba e do seu povo. Agora ele vai ser o grande juiz, ele vai dizer se eu posso e tenho condições de pleitear uma vaga”, disse. Raimundo Lira assumiu a vaga deixada por Vital do Rêgo, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), no dia 22 de dezembro do ano passado.
Raimundo Lira também comentou sobre o rito do processo de impeachment no Senado, que a partir de agora está sob o comando do presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski. Segundo ele, o processo não deverá ter duração de 180 dias como previsto na Constituição.
“O tempo de 180 dias é muito longo para que o país fique esperando por uma definição definitiva do processo. Por outro lado, teremos o cuidado de não encurtar o rito para também não prejudicar, então eu acho que temos que ter um tempo justo, adequado para que todas as discussões sejam feitas, as oitivas realizadas, enfim, uma coisa que satisfaça plenamente com justiça, com equidade a opinião pública brasileira”, disse.
Segundo ele, este processo deverá ser mais demorado do que o enfrentado por Fernando Collor de Melo, pois desta vez a opinião pública está dividida. “É preciso mais tempo porque temos duas realidades diferentes. Quando houve o impeachment de Collor, era praticamente o Brasil contra o presidente da República. Agora nós temos dois lados, um lado explicitamente majoritário, um lado minoritário que acompanha a presidente, mas é também um lado ativo, aguerrido e que defende com muito esforço, de forma muito clara a presidente”, concluiu.
0 Comentários “Senador paraibano diz que a opinião pública vai dizer se ele deve ser candidato em 2018”