Um jovem de 22 anos foi preso em Campina Grande após fugir de uma abordagem da polícia e manter o filho de sete anos em cárcere privado no bairro da Ramadinha, no domingo (31). Segundo a Polícia Militar, foram cerca de quatro horas de negociação até o homem se entregar e libertar a criança.
O capitão da PM Jonatha Yassaki contou que o jovem foi perseguido por policiais até chegar na casa. "Foi dada uma ordem de parada ao carro suspeito, que não foi obedecida. Houve uma perseguição na área central até a Zona Leste, o que culminou no desembarque dele na residência onde manteve algumas pessoas refém", explicou.
Conforme a polícia, o jovem estava acompanhado de outro homem. Eles entraram na casa e mantiveram refém uma mulher e duas crianças. Com as negociações, o comparsa se entregou após uma hora. A mulher e uma das crianças também foram liberadas.
O jovem estava armado e manteve apenas o filho como refém. O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi chamado e comandou o restante das negociações. Depois de conversar com o advogado dele, o homem se entregou e liberou o filho, que foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Abraão Agra da Silva se defendeu. "Eu fiquei lá só enquanto meu advogado chegava. Eu não fiz criança refém. Foram encontradas apenas munições e não tem arma nenhuma.
Disseram que eu atirei numa delegacia no José Pinheiro. Eu nego", disse.
Apesar da fala do jovem, a Polícia Militar encontrou uma arma na residência. Abraão Agra da Silva é ex-presidiário e já foi preso várias vezes, segundo a PM. Ele é suspeito de ter atacado uma base da polícia no dia 23 de julho. O carro que ele usou ao fugir da polícia tem placa clonada.
O jovem foi encaminhado para a Central de Polícia.

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