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Senador paraibano afirma que esposa pediu que ele desistisse de presidir a comissão do impeachment

Para assumir a presidência da comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Casa, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB), 72, teve de vencer uma resistência interna: a da família. "Minha esposa pediu que eu desistisse", disse Lira.

Apesar da discordância da mulher, Gitâna Maria Figueirêdo Lira, Raimundo Lira decidiu aceitar o convite. "Se fosse por ela, eu não estaria na política."

Vencida a resistência familiar, Lira, um bem-sucedido empresário da Paraíba com patrimônio estimado em 2010 em R$ 54 milhões, conseguiu apoio de governistas e oposicionistas para presidir a comissão cujo trabalho pode resultar no afastamento do segundo presidente da República do Brasil em menos de 24 anos. 

Em entrevista exclusiva ao UOL, Lira afirmou que a situação política do país é grave e diferente da de 1992, quando o hoje senador Fernando Collor (PTC-AL) foi afastado da Presidência.

Tido como moderado, o senador disse ainda não ter recebido nenhuma orientação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tido como a última esperança do governo para barrar o impeachment de Dilma, e afirmou não ter medo de virar "alvo" de grupos pró e contra o impeachment. "Tenho certeza de que a opinião pública dos dois lados vai entender minha posição", afirmou.

UOL




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