Se tem uma pessoa que não pode criticar alianças esdrúxulas para ganhar eleição é RC. Em 2004, com altíssimo grau de “esquerdismo”, fez o impensável, esqueceu que Maranhão era representante da “velha política”, que tanto criticou, e conseguiu o objetivo: virar prefeito da capital.
Em 2010, com a mesma regra: “os fins justificam os meios”, fez uma aliança impensável mais uma vez; aliou-se com Cássio e Efraim Morais. PSB, DEM e PSDB juntos. Com o DEM até hoje.
Em 2014, quase isolado, conseguiu apoio de uma ala do PT que estava sendo rifada pelo PMDB e no segundo turno, depois de anos sendo “agredido” por deputados peemedebistas, entre eles Gervásio Maia, e criticando duramente José Maranhão, esqueceu as arestas e se uniram para derrotar Cássio.
Esse breve resumo, mostra que se RC vier com esse discurso de que o chapão é uma aliança com a “política velha”, com a “política tradicional”, blá, blá, blá, vai subestimar a inteligência de alguns mais sensatos.
RC precisou de todos para mostrar que é um bom gestor. Na capital, elevou o grau de exigência do cidadão com relação a obras e serviços públicos. E isso é bom.
Mas alguém tem que lembrar que ele precisou de todos, usou e abusou das alianças, para alertar a si mesmo que não se ganha eleição sozinho.
A conjuntura e a necessidade de frear o empoderamento de RC promoveram o nascimento do chamado “chapão”. É fato. Mas não há demérito nisso. Há política. A mesma que Coutinho fez para se tornar maior liderança política do Estado e fará para conseguir colocar seus projetos em prática.
A propósito dos projetos, se perguntarem sobre os “enlaces”, ele sempre diz que não se aliou a ninguém, mas que foi procurado para estabelecer aliança. Não deixa de ser verdade. Uma verdade interior.
Acordos políticos tem dessas coisas. Precisam de verdades: a que leva ao objetivo; a que vai para a imprensa, a que pode ser compartilhada entre amigos e a que alimenta a alma.

RC ja se lambusou muito com essa aliança
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